Seguro de Moto Cooperativa, Veja como funciona!

 

 

 

Fonte: facarapido

Quem tem carro e  moto sabe o risco de ser assaltado, furtado ou se envolver em um acidente.  Para piorar, é muito comum acontecer de quem perde seu carro ou moto ainda ter muitas prestações a pagar.

Várias alternativas para não perder ou então recuperar o carro ou a moto – ou ao menos o valor  – foram criadas: alarmes, bloqueadores, rastreadores, seguro, etc. Todas tem vantagens e desvantagens.

Como o próprio nome diz, “seguro” é a mais segura de todas essas alternativas; mas também é a mais cara, o que inviabiliza grande parte dos proprietários de carros e motos de contratarem um seguro.  De modo a baratear o custo uma nova alternativa foi criada pelo “mercado”.

Principalmente para os proprietários de moto – mas crescendo também junto aos de carros – vem sendo ofertado o chamado “seguro de cooperativa”. Seu apelo, face ao seguro tradicional, é o preço muito menor. Os que os representantes de seguro de cooperativa costumam alegar quando perguntados por que tem um preço tão menor face ao seguro tradicional é que as cooperativas não tem interesse em lucro, o que permitiria cobrar preços bem menores.

A grande maioria dos proprietários de carros e motos quando a eles é oferecido o seguro de cooperativa  faz a seguinte pergunta: o seguro de cooperativa paga mesmo?

Vamos mostrar que, apesar de existam vários relatos de pessoas que tiveram seus carros ou motos roubados, furtados ou batidos e receberam o seguro de cooperativa, o risco é muito grande.

E, mesmo assim, caso você decida contratar um seguro de cooperativa, o que deve fazer para diminuir o risco de não recebê-lo.

  ➡ Como funciona o seguro de cooperativa:

Para explicar como funciona o seguro de cooperativa e porque o risco de não receber o pagamento dele é muito, muito, maior do que o seguro tradicional, vamos ver como esse último funciona e o que garante que ele irá pagar.

 Seguro Tradicional

Ao contratar um seguro, o segurado transfere o risco financeiro do sinistro (roubo, furto ou acidente) para a seguradora, mediante o pagamento de um valor (prêmio) que é calculado em função do risco do sinistro ocorrer. Quanto maior o risco, maior o prêmio.

A palavra calculado acima não está destacada à toa: toda seguradora precisa ter um profissional formado em Ciência Atuarial para fazer tais cálculos. E não são cálculos fáceis.

Fora o cálculo, as seguradoras precisam de aprovação governamental para operar – dada pelo Ministério da Fazenda, depois que pedido é apresentado à SUSEP e submetido ao CNSP, bem como aprovação específica da SUSEP para cada um de seus produtos.

As seguradoras também devem manter provisões (dinheiro em caixa ou investimentos para pagar os segurados em caso de sinistro). Os investimentos que garantem tais provisões deverão ser diversificados. As provisões das seguradoras devem ser mantidas investidas em títulos e valores mobiliários de acordo com as normas de diversificação impostas pelo Conselho Monetário Nacional.

O capital mínimo para uma seguradora operar em todo País é de R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais), conforme a Resolução Nº 178, de 17 de Dezembro de 2007 da SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP. Tudo isso é constantemente fiscalizado.

O motivo de manter tais provisões e capital mínimo é simples:

  • Imagine uma seguradora que tenha apenas 5 segurados;
  • Todos os segurados tem um carro cuja indenização terá o valor de R$ 30.000,00;
  • Os segurados pagam um prêmio (seguro) de R$ 2.500 por ano
  • Dois segurados tiveram perda total em seu carros.

No exemplo acima, a seguradora arrecadou dos segurados R$ 12.500,00 mas teve de pagar R$ 60.000,00 no ano. Se ela não tivesse uma provisão – nenhum segurado iria receber…

O importante é ter em mente que uma seguradora precisar ter: uma grande base de clientes , calcular o custo do seguro de acordo com o risco e manter provisões para pagar aos segurados caso precise gastar mais do que arrecadou.

 Seguro de cooperativa

Já o seguro de cooperativa difere do tradicional pelos seguintes fatores:

  • Não é fiscalizado;
  • Não faz cálculos complexos para determinar o valor do prêmio (seguro);
  • não mantém provisões para pagar caso precise desembolsar mais do que arrecadou;
  • o valor da mensalidade é calculado com base nos sinistros ocorridos no mês anterior e não na probabilidade deles virem a ocorrer

Na prática, os cooperados segurados pagam uma taxa de cadastro e um valor mensal às cooperativas e, no início de cada mês, é feito um rateio para cobertura dos sinistros ocorridos no mês anterior entre os veículos dos cooperados. O valor da cota do rateio paga por cada cooperado é proporcional ao valor do seu veículo: se for mais caro paga mais e vice-versa.

Se você reparou, quanto maior o número de sinistros (e o valor deles), maior a mensalidade do próximo mês; em alguns casos a mensalidade do seguro de cooperativa pode ficar mais cara do que a de um seguro tradicional:

“Eu já tive dois seguros de cooperativa:
O primeiro (XXXXXXX) começou com mensalidades de 120,00 e em pouco tempo atingiu 300,00 por mês. Mais caro que Sulamérica”

Ora se a mensalidade do seguro de cooperativa se tornar mais cara do que a de um seguro tradicional, os usuários vão abandoná-lo. Nessa situação, quem tem indenização a receber pode ficar sem nunca receber.

Devido a diferença como é feita a cobertura do sinistro, no seguro de cooperativa existe uma demora maior para receber a indenização: o cooperativado só irá receber após ter se apurado o valor do sinistro do mês anterior e os cooperados terem pago a mensalidade para cobrir tais sinistros. Daí o prazo de sessenta dias tão citado em relatos na internet.

Para diminuir o número de sinistros e manter a mensalidade baixa, a maior parte dos seguros de cooperativa fornece “gratuitamente” um bloqueador – na verdade seu custo mensal está incluído na mensalidade. Também a “fraquia” é bem mais alta – em torno de 10% do bem segurado.

Tenha em mente que o seguro de cooperativa não é um seguro e sim uma cooperativa de pessoas que se reúnem e, em troca do pagamento de uma mensalidade, cobrem os sinistros ocorridos com membros do grupo no mês anterior.

Da mesma forma, é comum se falar em seguro de cooperativa, seguro associado, seguro cooperativado, etc. Todos eles se referem a mesma coisa: um “seguro” não tradicional, no qual os membros se reúnem e em troca do pagamento de uma mensalidade cobrem os sinistros ocorridos com membros do grupo no mês anterior.

Seguro de cooperativa é fiscalizado?

O seguro cooperativado não é fiscalizado, não segue as regras impostas pela SUSEP e existe sérios questionamentos se é legal ou é uma fraude.

A SUSEP considera a prática ilegal e essas organizações não estão autorizadas a trabalhar com seguros, mesmo que usem outros nomes, como proteção automotiva.

Por outro lado, a Confederação Nacional das Associações de Benefícios Mútuos (Conabem) informa que proteção veicular e seguro são atividades diferentes e, por isso, não podem ser comparadas. Os beneficiados se juntam para reparar fatos já acontecidos, uma vez que o rateio só acontece após o sinistro, enquanto o seguro cobra para garantir riscos que venham a acontecer.

Quais os riscos do seguro de cooperativa

O grande risco do seguro de cooperativa é não receber devido as mensalidades não serem suficiente para cobrir os sinistros do meses anteriores. E a medida que elas forem encarecendo mais e mais cooperativados irão saindo do seguro de cooperativa.

 Como diminuir os riscos ao fazer um seguro de cooperativa

Se mesmo sabendo como funciona um seguro de cooperativa você decidir que vale a pena correr o risco e contratar um, siga as seguintes dicas:

  • procure um seguro de cooperativa que venha apresentando um aumento contínuo do número de cooperativados – quanto mais membros, menor a mensalidade e maior a probabilidade que eles continuem pagando a mensalidade;
  • evite participar de um seguro de cooperativa que tenha um grande números de cooperativados com bens de alto valor ou muito visados para roubo e/ou furto: em caso de sinistro, o valor a ser rateado será maior;
  • procure um seguro de cooperativa que obriga a colocação de bloqueadores pois eles contribuem para diminuir o número de sinistros.
 Se eu não receber do seguro de cooperativa, o que fazer?

Caso você, cliente de algum seguro de cooperativa de proteção automotiva se sinta lesado, deve procurar a Susep pelo telefone 0800-0218484 ou pelo site www.susep.gov.br, link “Fale conosco”. Se for o caso, o órgão abre um processo e encaminha a denúncia ao Ministério Público.

Será necessário também abrir um processo civil contra a cooperativa para tentar conseguir obter indenização.

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Comments

  1. By Mattie

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